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Carol, a recordista mundial de bares

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Carol de asas abertas para os botecos do Rio

Por Pedro Landim

Enquanto o distinto leitor estiver acabando de degustar essa entrevista, nesta sexta-feira, a advogada carioca Carolina Guedes, 42, estará pedindo uma gelada em seu 34º boteco, na lista dos 58 participantes do Comida di Buteco 2018.

Sim, em 15 dias de concurso, ela foi a 34 bares e comeu 34 petiscos. Zerar a parada é questão de horas.

Carol é um fenômeno que nos emociona. E mais ainda quando ela coloca em nossa conta o início de sua tórrida relação com o maior evento botequeiro do Brasil. Nos primeiros minutos do CdB, aliás, na manhã do dia 13 de abril, postamos no Facebook uma foto de seu primeiro voto, aproveitando a corrida matinal na orla para conferir o petisco no Bar Urca.

Diz aí, Carol. Somos todos ouvidos e bocas, para aprender e petiscar com você.

PS. As fotos do post são do Instagram da entrevistada

Um flagrante de emoção em baixas temperaturas

Alma de Bar – Notamos que você não está nem 100 gramas acima do peso. Pode explicar? 

Carol – Não tem segredo. Há dois anos comecei a correr e tudo ficou mais fácil. Posso botecar à vontade sem me preocupar. Não faço dieta, negócio de low carb e sem glúten não é para mim. E ainda tenho a vantagem de poder montar um roteiro e correr até o boteco mais próximo.

AB – E como começou a sua intensa relação com o Comida di Buteco?

C – Minha relação começou há alguns anos, por culpa do Pedro Landim, que organizou uma van e me convidou. Vi que existia uma Disneylândia dos botecos. Passei a ir em todas as edições, cada vez mais botecos, de forma assídua, e assumi com a minha irmã a organização das caravanas.

Caravana da Carol e da Rafa, a irmã (à frente da turma)

AB – Visitar os 58 bares em 30 dias é uma tarefa insana. No ritmo atual, você vai conseguir o feito antes do prazo. Como funciona a sua agenda de visitas?

C – Me perguntam como consigo ir a tantos botecos e ainda trabalhar. A questão é que divido os bares por áreas, começando pela Zona Sul, onde moro, e o Centro, local de trabalho de onde parto para o bar. O fim de semana eu tiro para os mais distantes, as zonas Norte e Oeste, entro em caravanas e assim vai.

AB – Qual foi o seu recorde de botecos visitados em um dia? 

C – Meu recorde foram oito botecos em um dia, fiz no ano passado. Às vezes até repito bar, porque começo antes dos outros e depois me chamam para algum que já fui, aí vou de novo.

AB – Qual foi o melhor petisco que você provou até agora?

C – Difícil escolher o melhor petisco. Já fui a mais de 30 e sei que posso estar sendo injusta, mas a Adega Pérola me emocionou. Aliás, esse é um bar que me emociona. (Nota do Alma: o petisco leva camarão, peixe branco, banana, champignon, aipo, cebola roxa e gengibre)

Coisas do mar fazem a cabeça na amada Adega Pérola

AB – Qual é o seu estilo preferido de petisco?

C – Meu estilo de petisco é o que você come com a mão. O criado pelo bar Opus no ano passado, por exemplo, para comer de palitinho. Acho a ideia maravilhosa. (Nota do Alma: o Opus entrou com variações de linguiça, pernil e torresmo, tudo espetado em palitos na tábua)

AB – O que está legal no CdB, e o que pode melhorar?

C – O que está bom, graças a deus, é a cerveja estupidamente gelada que tenho tomado nos botecos. O que pode melhorar, talvez, é o tempo de preparação dos petiscos. Noto que alguns bares estão tendo dificuldades em relação a isso.

Momento descontraído com o eventual companheiro

AB – Pode citar cinco botecos cariocas que todos precisam conhecer antes de morrer?

C – É missão árdua, mas acho a Adega Pérola imperdível, amo o Bode Cheiroso, gosto muito do Jobi, e também do Armazém São Thiago, em Santa Teresa. O Bar da Portuguesa é outro que acho maravilhoso.
Adoro o bolinho de camarão com catupiry do Bracarense, e o filé aperitivo do Jobi.

AB – E no copos, vai o quê? Água, cerveja, mate, refrigerante ou cachaça?

C – Definitivamente, cerveja. Sou cervejeira de carteirinha.

AB – Qual é o segredo para quem quer se aventurar de forma intensa nas maratonas de bar?

C – Para encarar maratona de bar não tem segredo. Quem treinou, treinou. É ter disposição e roupa confortável. E um Engov, eventualmente.

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