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Dez botecos para ver a Copa: Brasil x Bélgica

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Os Imortais, bar delicioso que virou arquibancada em Copa

Por Pedro Landim

É bom lembrar: quem precisa estar em forma e correr o tempo todo é o pessoal do Tite, com a obrigação de meter uns três numa defesa que toma calor do Japão. A nós, torcedores, em plena sexta-feira, cabe o dever cívico de encher a lata e mastigar os petiscos que um escrete de ouro dos botequins servirá durante o encontro entre Brasil e Bélgica. Tem tela e fogão acesos por tudo quanto é lado.

Brasil de comer no Enchendo Linguiça

E até petisco no formato do mapa brasileiro pintou nos gramados do Enchendo Linguiça, que colocou nova televisão na área externa para a festa no Grajaú. Criado para o Comida di Buteco 2018, o Jeitinho Brasileiro é estrela na Copa contendo dois tipos de linguiça feitos na casa: de costela bovina e de pernil com queijo coalho. Ao Norte rola um purê de aipim com chips de banana da terra, e no Sul tem picles de cebola roxa. E dois potinhos para acompanhar: manteiga de garrafa e geleia de pimenta.

No Bar da Frente, com o astral sempre lá em cima para ocasiões tão importantes como a peleja que se aproxima, vai ter feijoada e dose dupla de caipirinha, além de cerveja Amstel (600ml) a R$ 9,50. Não há desculpas para ficar de pote vazio na hora que o Gabriel Jesus marcar seu primeiro gol na Copa.

No Bar da Frente é só bola na rede

Quem também vai de feijoada – e que feijoada, caros amigos – é o Bar do Momo, com muita batida de maracujá para segurar as batidas dos corações na esquina da General Espírito Santo Cardoso com Rua Uruguai. O Uruguai, aliás, vai jogar mais cedo com a França e dá pra chegar de manhã no boteco e ficar direto na resenha alcoólica.

Momo tem feijoada e petiscos como o Bolovo

O Bode Cheiroso, por sua vez, boteco que ergue-se à sombra do Maracanã e respira o antigo esporte bretão, apresenta torresmos de antologia, drinques de respeito como o Chá de Macaco e coleção de cervejas sempre no grau da felicidade. Para comer, sugerimos o Grande Encontro, algo como uma tabela rápida entre Neymar e Coutinho: carne seca desfiada com purê da macaxeira, queijo coalho e farofa de torresmo.

No Bode o Encontro agora é de Neymar e Coutinho

Na arquibancada sempre cheia do Cachambeer, o pessoal costuma fazer a ‘ola’ diante do costelão bovino no bafo, assado nas churrasqueiras da calçada. Cercado de cebola assada, farofa de ovos e batatas-fritas. Sem falar na coleção de chopes que às vezes chegam quase como sorvete nas tulipas e canecas. Vale ir de torcida organizada.

Costelão de torcida organizada no Cachambeer

A lista prossegue e ferve na Zona Oeste, onde geraldinos e arquibaldos estão muito bem servidos a cada golaço marcado pela cozinha do Art Chopp, que distribui brindes diversos e perfuma o ambiente com costelinhas e uma picanha defumada fora de série. Sem falar nas caipirinhas e batidas variadas como as ‘juninas’ de paçoca e milho, e o drinque temático Brasileirovsky: sucos de laranja e limão, vodca, Curaçao Blue e gelo.

A  melhor parte: na compra de um balde de cerveja Amstel, o sujeito (ou a sujeita) estoura um balão e torce para ter brinde dentro. São 30 chaveiros e 20 chapéus da Amstel, 10 bonés do bar, 15 doses de cachaças com mel e canela, 10 batidas, dois petiscos Desse Peru Eu Como Até o Osso, e duas porções de torresmo.

Art Chopp abre o placar com a picanha defumada

Em sua bela casa de Botafogo, quem está levantando a torcida desde o apito inicial da Copa é o Galeto Sat’s, que meteu telão no segundo andar e televisão na varanda, transmitindo nos três ambientes do bar e restaurante.  A casa vai abrir às 11h para França x Uruguai, esquentando a vuvuzela com a inesquecível coleção de acepipes feitos na brasa: pão de alho, linguiça, coração de galinha, galetos, picanhas e inúmeras outras pedidas no cardápio que faz barba, cabela o bigode.

Galeto Sat’s: haja coração

Um bairro chamado Copacabana não pode ficar de fora de festa popular que se preze, e o complexo do Pavão Azul ganhou novas televisões para a festa. São três bares posicionados no espaço de alguns metros – Pavão, Pavãozinho e Pavão Black -, unidos por um dos trechos de calçada mais famosos da cidade. É na rua que o bicho pega, entre pataniscas e risotos memoráveis de camarão.

Risoto que justifica a fama no Pavão Azul

A apoteose prossegue a poucos quarteirões dali, em direção à Ronald de Carvalho. É lá que o glorioso bar Os Imortais tem feito um carnaval de gente alegre a cada jogo do Brasil, com DJ na rua, respeitável coleção de cervejas e petiscos como o Atoladinho Mineiro: pão de queijo caseiro recheado com requeijão e carne assada desfiada na cerveja preta, com crispy de linguiça toscana. Na casa da Rua Duvivier (Os Imortais 2), a cada gol do Brasil rola uma rodada de chope por conta da casa.

Imortais tem DJ na rua e chope a cada gol brasileiro

Passamos a régua e fechamos o time no alto Grajaú, onde o Buteco dus Deuses vai abrir ao meio-dia para o almoço, com espetinhos, croquetes e coxinhas variadas (tem até de costelinha ao barbecue), e cerveja ‘cu de foca’ para o esquenta. Mas é depois da vitória que a onça bebe água: o Samba do Engenho Velho quebra tudo no melhor sentido, com repertório impecável e brasileiríssimo.

Coxinhas, garrafas e samba no Dus Deuses

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