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O Poderoso Buteco da Gigóia

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Camarão na tempura e molho na Gigóia

Por Caio Barbosa

O Comida di Buteco, entre erros e acertos que atingem a todos nós, tem uma virtude que faz diferença na vida de muita gente: faz o carioca, o falso descolado, conhecer a cidade. Sim, porque, na real, a gente sabe que aquele carioca malandro, folgado, de bermuda e chinelo, é personagem fictício e gosta mesmo é da birosca na esquina de casa.

Que alegria foi, então, poder conhecer o Cachambeer, o Bar da Gema, o Enchendo Linguiça, o Bar do David e o Bar da Portuguesa, que se tornaram minhas segundas casas graças, sim, ao concurso.

Sem contar outros bares incríveis, que só não chamo de meus porque, infelizmente, não tenho tido tempo de ir com a frequência que gostariam. Casos do Art Chopp, Santo Remédio, Original do Brás, Rio Antigo, Dus Deuses, e Os Imortais.

Pude indicar, também, tantos outros como o Bode Cheiroso, o Galeto Sat’s, o Bar Madrid, e a Noo Cachaçaria, casas que são minhas moradas na cidade, e que passaram a ser de tantas outras pessoas.

Mas não é que em 11 anos de Comida di Buteco, e quase 20 de jornalismo, ainda tem lugar na cidade que eu não conheço? Botequim, obviamente, são vários. Semana passada mesmo, conheci o Limão com Mel, em Maria da Graça, e já me apaixonei. Mas quanto a lugares, achei que já havia zerado a brincadeira. Quebrei a cara.

Domingão de sol, quem diria, rumei à longínqua Barra da Tijuca (rs) e fui parar na Ilha da Gigóia. Bem verdade que a Márcia, mãe do Emiliano, boa de dicas, já havia me sugerido o lugar há uns dez anos, “para levar a namorada”. Fiquei devendo a visita e pensava, no auge do preconceito: “Quem é Ilha da Gigóia na fila no pão?”.

Vizu da ilha faz bem à alma (de Bar)

Quanta bobagem. O lugar é maneiro, com vários pontos interessantes e que certamente me farão voltar com calma. A primeira parada foi o Cais Bar, na beira da lagoa. Bem verdade que havia uns mosquitos a me incomodar, mas nada que o repelente, a cerveja bem gelada e o visual não resolvessem.

O petisco do concurso, uma porção de bolinhos de moqueca, recheados com frutos do mar, com molho de páprica picante, não encheu meus olhos, mas a todo o momento os garçons passavam com outras opções que merecerão uma visita mais demorada.

Em seguida, parti para o Poderoso Buteco. E aí vem a surpresa: em plena Barra da Tijuca, nada de Nutella. Pé-sujão raiz, mesa na calçada, bar do lado com música ao vivo tocando Evidências e Fábio Jr, clima de subúrbio à moda antiga, sem milícia, sem troca de tiro, sem ninguém te perturbando o juízo e a paciência.

O petisco concorrente? Um honesto camarão empanado no tempura acompanhado de molho de pimenta da casa. Mas tem aipim frito, hambúrguer assinado pelo amigo Jimmy McManis, e o dono com nome de personagem de filme do Tom Hanks, com direito à bola de vôlei e cliente gritando “Wilsooooooooooooooon”.

Passeio imperdível!

(As fotos são de Juliana Baptista e Claudia Baptista)

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