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Os 10 melhores bolinhos do Rio

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Vaca atolou no croquete perfeito do Kalango

Por Pedro Landim

Sim, para fazer uma lista dos melhores bolinhos cariocas precisaríamos de muito mais do que dez escolhas. Somos, afinal, um Rio de botecos. E uma cidade de bolinhos. Elegemos uma dezena que, acreditamos, vive no topo de qualquer ranking que se queira produzir.

Há clássicos e novidades, num time que busca a diversidade. Se croquete e rissole são bolinhos? Sim, no nosso critério que abrange quitutes fritos, recheados e que a gente come com os dedos, conforme a prática consagrada nos bares e botecos da vida. Não estabelecemos um ranking e a ordem é aleatória.

Mas vamos ao que interessa, começando pelo croquete de vaca atolada do Bar Kalango, primoroso ao traduzir a receita brasileira e muito bem temperada no recheio, ao mesmo tempo cremoso e carnudo. Tipo aqueles croquetes de avó, feitos com o prato do dia anterior.

Repita comigo: Arroz de Puta Rica

Dali andamos até o Bar da Frente, onde a quantidade e a qualidade dos bolinhos tornam difícil a tarefa de escolher. Sugerimos o de Arroz de Puta Rica, que um pessoal bobinho tem vergonha de pronunciar. Vai linguiça, bacon, carne seca, pimenta biquinho e outras boas ideias nesse arroz temperado, para regar com molho de mostarda e caramelo que nasceu da calda do pudim.

Ardendo é que é bom no Aconchego Carioca

Estamos quase em frente ao Aconchego Carioca, outro recanto de tradições que vai muito além do essencial bolinho de feijoada. Somos fãs incondicionais do Deixa Arder, pelo sabor e a criatividade que carrega, não há nada sequer parecido em outros bares. A saber: uma pimenta dedo-de-moça recheada com carne seca e requeijão e depois empanada. Um vinagrete delicado vai por cima de tudo para refrescar a ardência.

A estrela da terça-feira no Bode Cheiroso

Ainda pela Tijuca, chegamos ao rissole do pecado. Nas noites de terça-feira, assim que o sol se põe, começam a cair na fritadeira do Bode Cheiroso uma série de iguarias tradicionais de botequins e festejos populares. Entre empadas e bolinhos variados, destacamos esse rissole de carne moída com gorgonzola que é merecedor de prêmio. Um gol de placa.

Pernil cremoso. Tá de sacanagem, Toninho?

Claro que passaríamos no Bar do Momo, mas deixemos a fama internacional do bolinho de arroz de lado para saudar quem chegou há pouco, causando estardalhaço. Toninho acertou um ponto inédito para a massa do bolinho de pernil: ‘casquinha’ crocante e um creme por dentro, sem abdicar da carne do bicho. Acompanha uma geleia de pimenta caseira obrigatória.

Arroz com rabada, um bolinho Imortal

Eu ouvi arroz? Quem possui vasta coleção no terreno do cereal é o bar Os Imortais, um oásis para quem tem fome e sede de boteco de qualidade em Copacabana. Do tamanho de uma bola de sinuca, o de arroz com rabada é delicioso e aqui está para homenagear esse prato fantástico feito com o rabo do boi.

Clássico é clássico no Pavão Azul

Agora vamos aplaudir o bolinho que é praticamente um ponto turístico, e ninguém tenta fazer igual porque com o sagrado não se mexe. Sim, as pataniscas do Pavão Azul continuam as mesmas, graças a Deus. A patanisca é um um bolinho de bacalhau feito sem batata. Macio, crocante e valorizando as lascas do peixe que encontramos no interior. Não tem erro.

Jiló e calabresa casados no Bracarense

E o Bracarense, vocês conhecem? Sim, isso foi uma piada. Mas o que talvez o leitor desconheça é que o botequim clássico do Leblon vive uma de suas melhores fases, com aquele chope difícil de achar igual e prezando pela alta qualidade na comida. Além de exibir todo o repertório que se espera dos melhores botecos, apresenta pequenas pérolas como o bolinho de jiló com calabresa. E vocês achavam que não gostavam de jiló, né?

Abóbora incrível no Bar do Omar (Foto: @naomemandeflores)

Fazer uma lista de bolinhos sem falar do Bar do Omar seria uma irresponsabilidade, temos essa consciência. Não apenas porque esse é um dos melhores lugares para se botecar no Brasil, mas porque a família Monteiro faz milagres com as panelas. Ficamos na dúvida entre camarão e carne seca, mas optamos pela segunda no bolinho com massa de abóbora, que a gente morde e aplaude, morde de novo e aplaude de novo.

Luiza e sua coxinha arrasa-quarteirão

Coxinha? Presente. Luiza Souza, a Musa das Panelas, está entre nós. São muitos anos servindo no Da Gema, às terças-feiras, a melhor coxinha de galinha da cidade. Sem presepada ou adereço. É a coxinha-coxinha, do jeito que o salgado veio ao mundo. Mas vai fazer bem feito assim lá na Barão de Mesquita.

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