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Comida di Buteco: vai ter prorrogação

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Torresmo, moela e samba do Aldir no petisco do Momo

“Envelheci, mas continuo em exposição / A ex-mulher me chama de sardinha de balcão / Eu digo sempre que melhor que apodrecer ao lado dela / É ir mofando entre o torresmo e a moela”

Vem da poesia de Aldir Blanc, autor e filósofo de balcões e corações tijucanos, a inspiração para o batismo de um dos mais falados acepipes do Comida di Buteco 2017, forjado nas panelas do Bar do Momo e apresentado com o nome da canção em parceria com Maurício Tapajós: Entre o Torresmo e a Moela.

Como assim, você perdeu? Muita hora nessa calma. Relaxa, bebe um copo d’água e se prepara porque a maratona pode começar de novo a qualquer momento: os melhores petiscos criados para o evento encerrado continuam em cartaz. O samba não pode parar.

“Sou criado em botequim e fiz o que eu gosto de comer. Comida cremosa com ensopada. Juntei a tradicional moela com purê de batata baroa, o torresmo para dar a crocância e uma cebola. Todo mundo adorou. Eu, mais ainda”, brinca Toninho Laffargue, o homem por trás do Momo.

Madrid foi de tapa, valorizando a raiz

Estreante no concurso, o Bar Madrid honrou as tradições dos primos Felipe e Deco Quintans e mantém no cardápio o Tapa do Espanhol, criado em homenagem à origem do Seu Celestino, pai de Deco. Trata-se de um filé mignon suíno com molho especial da casa e pimentões servido numa fatia de pão especial, com molho pesto de agrião.

“Um prato típico espanhol, simples de fazer, como achamos que devem ser as comidas de botequim. Teve ótima saída, o que é o melhor de tudo”, explica Felipe.

No tradiconal Bode Cheiroso a aposta foi numa versão do carro-chefe da casa, o espetacular pernil, servido desta vez com polenta e provolone gratinado. “A ideia foi da minha irmã. A gente deu mole nos dois anos anteriores de concurso, criando petiscos trabalhosos. Desta vez apostamos num que sai rapidamente e com um ingrediente que é sucesso absoluto. A casa lotou todos os dias. Claro que vamos manter no cardápio”, diz Leonardo Lelê, que toca o bar junto com as irmãs Emanuella e Elaine.

Vai Fundo no Bode Cheiroso: pernil tá escondidinho

Tradição é fundamental, mas num bar novo como o Noo Cachaçaria, as novidades são o forte da casa. E o Cucuruqui (pronuncia-se cucurúqui) você só encontra por ali: um bolinho de tapioca com linguiça e queijos meia-cura e parmesão, criado pela sócia Ana Pott. O nome é nada mais, nada menos que apelido de infância de Ana, e foi escolhido por uma enquete no Facebook, sem as pessoas saberem a origem.

“Quisemos fazer algo diferente de tudo. E a Ana acertou em cheio. No concurso, acrescentamos molho de pimenta com cevada, e foi aprovadíssimo. Vendemos mais de duas mil porções”, comemorou Vanessa Marzano, no comando do bar.

Crocante toda vida, o Cucuruqui seduz na Noo

Ciscando Por Aí

Poderia ser apenas mais um drumete de frango, algo trivial, certamente assim pensou algum desavisado. Mas o lugar comum não se cria no Da Gema, e a dupla de ataque Leandro e Luiza balançou as redes cozinhando na panela coxinhas de asa em tempero matador, afogadas numa farofa de canjiquinha com bacon, cebola roxa e pimenta de cheiro que deveria ser vendida a peso.

Da Gema e a farofa celestial que cobre a penosa

“A farofa de canjiquinha é o ponto alto, focamos nela usando um cereal, como o concurso pedia. E fizemos o frango da vovó, aquela coisa de deixar na panela dourando a pingando água até cozinhar”, conta Luiza.
Pelas bandas do Grajaú, onde o bicho pegou bonito na disputa botequeira, foi depois de um jantar de tacos mexicanos com um amigo especialista que o ‘linguiceiro’ Fernando Breschnik resolveu fechar com a terra da pintora Frida Kahlo.

Enchendo Linguiça leva o México ao Grajaú

Viajado e atento à comida boa, o criador do Enchendo Linguiça teve a santa ideia já incluída no menu da casa: fez uma linguiça fina utilizando a carne assada de seu famoso joelho de porco (que, por sua vez, surgiu em passeio na Alemanha), e com ela recheou o El Botaco. Na tortilla também vai feijão batido com linguiça e especiarias, tiras de alface e três molhos ao lado: o nosso à campanha (que no México vira pico de gallo), sour cream, e tomate picante.

Cupim na brasa e na cevada pintou no Dus Deuses

Na esquina arborizada onde o Buteco dus Deuses fez moradia, quem disse ao que veio foi a churrasqueira, responsável por dourar o Cupim Cervejeiro: uma kafta de cupim (viva ele!) que segue a linha de alguns dos mais pedidos acepipes no espeto, envolta ao final em ‘farinha’ de cevada moída – não por acaso, a matéria prima das ampolas geladas que lhe fazem cortejo. Pode convocar a caravana. Saúde.

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